Cada vez mais as lideranças governamentais, setores produtivos e sociedade em geral têm buscado reduzir os impactos ambientais do aquecimento global e encontrar soluções que não comprometam os recursos naturais do planeta.

Tendo isso em vista, os biocombustíveis se apresentam como uma excelente alternativa energética, pois ajudam a minimizar os impactos dos gases de efeito estufa e representam uma forma de diversificação da oferta de energia, face ao possível esgotamento das reservas de petróleo.

Neste post, vamos conhecer os principais tipos de biocombustíveis, além de apresentar as vantagens e desvantagens de utilizar essa fonte de energia. Mas antes disso, uma pergunta: você sabe o que são biocombustíveis? Não? Mais ou menos? Então esse será o nosso ponto de partida. Vamos lá?

O que são biocombustíveis?

São combustíveis produzidos a partir de biomassa, ou seja, qualquer material constituído por substâncias de origem orgânica e que possibilitem a ciclagem da matéria na natureza.

São obtidos a partir de plantas energéticas, é o caso do milho, dos cereais, das beterrabas açucareiras, e de plantas oleaginosas, tais como a mamoma, canola, dendê, girassol, amendoim, cânhamo, babaçu e pinhão manso. Também são extraídos de resíduos agrícolas, florestais e pecuários como, por exemplo, excrementos de animais, e, ainda, a partir do lixo orgânico.

Podem ser usados como fonte de energia para a locomoção de veículos, substituindo total ou parcialmente os combustíveis fósseis, tais como gasolina, óleo diesel, gás natural e carvão mineral. Também tem aplicação na geração de energia, através de geradores de eletricidade, de calor, etc.

Principais tipos

O etanol e o biodiesel são os tipos mais utilizados atualmente. O primeiro é ideal para veículos e equipamentos de motores leves, ao passo que o segundo é o mais recomendado para motores de caminhões e ônibus. Há também outros tipos de biocombustíveis. Veja a seguir a diferença entre cada um deles:

Etanol

É um tipo de álcool extraído através do processo de fermentação da sacarose de vegetais agrícolas, tais como milho, cana-de-açúcar, beterraba e uva. É incolor e solúvel em água. Comumente é misturado a outros combustíveis, como a gasolina, para ser usado na combustão interna de motores. Vale comentar que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de etanol derivado de cana-de-açúcar.

Biodiesel

Feito a partir do óleo de sementes e de grãos. Cerca de 80% do biodiesel produzido no país utiliza como matéria-prima a soja. Também pode ser fabricado a partir de gordura animal e vegetal reaproveitada e a partir de microalgas.

Biogás

Produzido por meio da decomposição da matéria orgânica em ambiente com ausência de oxigênio gasoso, realizada por bactérias anaeróbias. É visto como um possível substituto do gás natural.

Biometanol

É o metanol ou álcool metílico feito a partir da madeira, do carvão ou do próprio gás metano.

Bioéter dimetílico

Éter dimetílico produzido a partir de biomassa.

Bio-óleo

Óleo combustível gerado a partir de substâncias de origem orgânica, tanto animal quanto vegetal. Sua obtenção se dá por meio de pirólise, processo onde a biomassa é decomposta por ação de altas temperaturas e na ausência total de oxigênio.

Hidrogênio

É um dos mais recentes tipos de biocombustível. Algumas empresas do ramo automobilístico têm investido em veículos movidos a hidrogênio, uma energia limpa cuja combustão emite apenas vapor d’água e óxido de nitrogênio.

Vantagens

A significativa redução de gases poluentes é uma das principais vantagens do uso do biocombustível. A queima de carvão, petróleo e gás natural, que são combustíveis fósseis, libera elevadas quantidades de gases do efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono, e faz o planeta aquecer. Já os biocombustíveis liberam níveis mais baixos de gases quando queimados, ou seja, causam menor poluição no planeta e contribuem para a estabilização da concentração de CO2 na atmosfera.

Os biocombustíveis também trazem ganhos financeiros para as empresas que aderem a essa alternativa ecologicamente correta. Eles têm menor custo benefício do que os combustíveis fósseis e são adaptáveis aos modelos atuais de carros. O biodiesel, por exemplo, substitui o gasóleo sem necessidade de ajustes no motor.

Também são uma excelente escolha para quem deseja melhorar o desempenho dos veículos, já que ao optar por energias limpas tais como o etanol e o biodiesel, o motor sofre menos desgaste, logo o seu tempo de funcionamento se estende e reduzem-se os gastos com manutenção.

Os investimentos para a geração de combustível proveniente de energia limpa são menos dispendiosos do que as pesquisas de prospecção de petróleo, logo essa é mais uma vantagem econômica.

Outro pronto que se apresenta como positivo no que se refere à sustentabilidade ambiental é o fato dos biocombustíveis contribuírem para a redução do lixo no planeta, já que o mesmo é uma das fontes de energia para a geração do biocombustível. 

O fato de representarem uma diversificação estratégica dos modos de produção e também dos fornecedores é uma vantagem, pois reduz a dependência energética em relação à gasolina e outros combustíveis fósseis, além de tornar o mercado mais competitivo, o que consequentemente eleva as oportunidades de escolha e o nível de qualidade.

Também podem contribuir para a redução de resíduos ou detritos, podendo estes serem utilizados na geração de biocombustível. Por fim, é importante comentar que o manuseio e armazenamento desse tipo de energia é mais seguro quando comparado aos combustíveis fósseis.

Desvantagens

A redução da biodiversidade é uma das principais preocupações no que se refere ao uso de biocombustíveis. Ao realizar o plantio das culturas envolvidas na produção dessa fonte alternativa de energia, por vezes áreas florestais são devastadas. Tais culturas também consomem grande quantidade de água, necessária para a irrigação das plantas.

Outro ponto negativo é a degradação ambiental causada pelo uso de fertilizantes e pesticidas e pelo manejo de dejetos gerados na produção. Dentre os fertilizantes utilizados, aqueles classificados como nitrogenados contribuem para a liberação de óxidos de nitrogênio, que também são gases estufa. Ou seja, os biocombustíveis também poluem o meio ambiente, mas em menor proporção. O fato das plantas absorverem CO2 é um paliativo diante disso.

É importante frisar que, mesmo que os biocombustíveis sejam uma boa alternativa energética, já que são menos nocivos ao meio ambiente, é importante estar atento aos modos de produção, que devem ser desenvolvidos com base em medidas sustentáveis.

Inúmeras empresas têm investido em estratégias para reduzir os impactos ambientais. A implantação de uma ecofrota, ou seja, o uso de veículos ecoeficientes e de biocombustíveis, é uma boa forma de contribuir para a sustentabilidade do planeta.

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